Spaghetti saute in a gray plate with tomatoes and basil

Afinal, macarrão é saudável ou não?

Fonte: Alimentos sem Mitos 

Não é difícil encontrar macarrão no dia a dia do brasileiro – o país é o terceiro maior consumidor do produto em total de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália. A versão industrializada é considerada um dos alimentos mais práticos de preparar. 

Ele está presente em 99,5% dos lares brasileiros. Em 2021 o setor de massas alimentícias registrou aumento de 11,5% em faturamento, atingindo R$12,6 bilhões e 1,34 milhão de toneladas consumidas. De acordo com dados da pesquisa Nielsen, entre os tipos de massas que se destacaram estão as instantâneas, frescas e com ovos. Nas massas instantâneas, o aumento de volume chegou a 3% na comparação entre 2020 e 2021, totalizando 195 mil toneladas consumidas e R$3,7 bilhões. 

Mas será que fazemos mesmo tudo certo?

Como você prepara o macarrão?

Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário adicionar óleo ou azeite na água na hora de cozinhar a massa. Segundo a nutricionista Kristy Soraya Coelho, pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), o óleo ou o azeite impedem que o molho envolva bem a massa, pois criam uma espécie de película de isolamento. 

“Para que a massa não grude, só é preciso utilizar a quantidade adequada de água para o cozimento. A água deve estar fervendo e cobrindo a massa com sobra – para cada 100 g de massa, deve-se usar 1 litro de água e 5 g de sal”. E o momento certo de escorrer? É quando a massa estiver al dente, levemente dura (quando morder, o centro da massa estará mais branco que o restante). “Escorra e deixe a massa terminar o cozimento dentro do molho escolhido. Desta forma, não há o risco de passar do ponto e ficar mole”, explica.

Erros mais comuns ao preparar

Os erros mais comuns são: colocar pouca quantidade de água para o cozimento, o que deixa a massa grudenta e difícil de cozinhar (use a medida indicada acima); colocar água fria ao final do cozimento, o que faz com que ele perca amido e consequentemente o seu gosto, além de deixar com que o molho escorregue da massa; e quebrar a massa antes do cozimento ou cortar após o término, que, além de prejudicar a apresentação do prato, dificulta na hora de comer (um pecado para um italiano!).
 

Mas afinal, o macarrão é saudável ou não?

O macarrão não é apenas carboidrato. Uma xícara (cerca de 145 gramas) de macarrão cozido contém cerca de 38g de carboidratos, 7,7g de proteínas e 0,6g de gordura. Além disso, tem toda a água que é absorvida ao cozinhar — e muitas vitaminas e minerais. Fala-se muito sobre a redução da ingestão de carboidratos para perder peso, mas lembre-se de que os carboidratos se apresentam em diferentes formas e em diferentes alimentos. Alguns deles, como o macarrão, oferecem outros benefícios. Outros, como bolos e pirulitos, agregam muito pouco.

Segundo a nutricionista Kristy Soraya Coelho, o macarrão é um alimento rico em carboidratos. Portanto, é pura fonte de energia. Nesse sentido, não há uma diferença nutricional significativa entre os tipos de massa. “No entanto, sempre que possível, recomenda-se o consumo de alimentos integrais. A massa integral é feita com o grão íntegro, apresentando um melhor perfil de minerais e vitaminas, e principalmente de fibras”.

“As massas só são excessivamente energéticas quando são preparadas com creme de leite, queijos e embutidos, uma vez que esses alimentos são ricos em lipídios”, destaca Coelho. Para quem pretende manter uma alimentação equilibrada, ou seja, com menos energia, ela recomenda o molho ao sugo, o tradicional molho de tomate com manjericão, ou mesmo a massa adicionada de vegetais. Para efeito de comparação, cálculos da TBCA mostram que 100 gramas de macarrão integral com molho branco contêm 137 kcal e 2,79 g de lipídios, enquanto 100 gramas de macarrão ao sugo contêm 113 kcal e 1,50 g de lipídios.

E a massa sem glúten, não é mais saudável? “Não podemos dizer que uma é mais saudável que a outra. Na verdade, esse tipo de macarrão é produzido para indivíduos que têm intolerância ao glúten e não podem consumir trigo, centeio e cevada, e derivados desses cereais, que são fontes dessa proteína”, afirma Coelho. Somente por isso a massa é feita com outro tipo de cereal. “Um exemplo de macarrão é o Bifum, que não apresenta glúten em sua composição, pois é feito de arroz. Uma massa tradicional e antiga, muito consumida.”


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