Novas estimativas da OMS 2026

Novas estimativas d aOMS 2026

Doenças Transmitidas por Alimentos: O peso global segundo as novas estimativas da OMS

Em junho de 2026, a Organização Mundial da Saúde publicou suas estimativas atualizadas sobre a carga das doenças de origem alimentar, cobrindo 42 perigos em 194 países para o período 2000–2021. Os resultados revelam um problema de saúde pública da magnitude da tuberculose, da malária e do HIV/AIDS.

Em 2021, a transmissão de doenças por alimentos contaminados por 42 perigos infecciosos e químicos causou, globalmente, 866 milhões de doenças1,52 milhão de mortes e 57,1 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs). O impacto econômico chegou a US$ 310 bilhões em perda de produtividade, ou US$ 647 bilhões ajustados pela paridade do poder de compra. Os países de baixa renda suportam proporcionalmente o maior ônus: 1,16% do PIB.

Contexto e importância do estudo

O acesso a alimentos seguros e nutritivos é um determinante fundamental da saúde. Alimentos contaminados geram uma carga substancial sobre a saúde pública mundial e constituem obstáculo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030.

As primeiras estimativas globais da OMS sobre doenças de origem alimentar foram publicadas em 2015 pelo Grupo de Referência de Epidemiologia da Carga de Doenças de Origem Alimentar (FERG), com base no ano de referência 2010. Naquela análise, uma em cada dez pessoas adoecia anualmente por ingestão de alimento contaminado, resultando em 600 milhões de casos, 420 mil mortes e 33 milhões de DALYs, magnitude comparável à malária, ao HIV e à tuberculose.

Em 2020, a 73ª Assembleia Mundial da Saúde (resolução WHA73.5) mandatou a OMS a monitorar regularmente a carga global de doenças de origem alimentar e a atualizar as estimativas até 2025. Em resposta, a OMS reconstituiu o FERG para o período 2021–2025, reunindo 26 especialistas independentes e uma rede de cerca de 200 cientistas em todo o mundo.

Sobre o FERG e a Metodologia

O estudo adotou abordagem baseada em incidência e perigos, expressando o ônus como incidência, mortalidade e DALYs. Foram utilizados modelos de meta-regressão hierárquica bayesiana com agrupamento geográfico e tendência temporal global linear, além de 500 simulações de Monte Carlo para propagação de incertezas. A atribuição a transmissão alimentar foi baseada em um processo estruturado de julgamento de especialistas. Os dados demográficos foram provenientes das Perspectivas da População Mundial da ONU, revisão de 2024.

 

Um resumo apresentado no webinar do dia 04.06.2026

Mortes em adultos (>5 anos):

  • Arsênico inorgânico (maior contribuidor)
  • Chumbo
  • Metilmercúrio

Mortes em crianças (<5 anos):

  • Salmonela não tifoidal (maior contribuidor)
  • Outros perigos microbianos

DALYs:

  • Arsênico inorgânico e chumbo contribuem de longe para a maioria dos DALYs.
  • Mais de 80% das mortes por doença cardíaca coronariana são atribuíveis à exposição ao arsênico inorgânico através de alimentos.

Mudança no Paradigma de Doença

  • Doenças diarreicas dominam os casos (especialmente em regiões africanas).
  • Doenças não transmissíveis causadas por químicos dominam as mortes e DALYs.
  • Aproximadamente 5% de todas as doenças cardiovasculares são de origem alimentar.
  • Os perigos químicos causam principalmente doenças cardiovasculares e câncer.

Tendências e Progresso

  • Em 2000, aproximadamente 1 em cada 5 pessoas sofria doença de origem alimentar; em 2021, diminuiu para cerca de 1 em cada 9.
  • Redução significativa no ônus da doença entre 2000 e 2021.
  • Maior redução observada na região africana, provavelmente devido a melhorias nas doenças diarreicas.
  • Progresso demonstra que intervenções eficazes são possíveis.

Impacto nas Populações Vulneráveis

  • Crianças (<5 anos) representam apenas 9% da população mundial, mas sofrem 29% do ônus total de 42 perigos.
  • 64% do ônus de doenças diarreicas afeta crianças menores de 5 anos.
  • Crianças recebem impacto desproporcional de metilmercúrio, causando deficiência intelectual que começa no início da vida.
  • Iniquidade significativa entre regiões e dentro de países.

Distribuição Regional

  • Regiões africanas e sul-asiáticas concentram o maior ônus (DALYs por 100.000 habitantes).
  • Nas regiões africanas, doenças diarreicas dominam.
  • Na Ásia do Sul e regiões ocidentais, o ônus de químicos se torna muito mais importante.

Desafios Únicos das Doenças de Origem Alimentar

  • Muitos casos não procuram atendimento médico (subnotificação).
  • Difícil identificar a fonte (alimento vs. água vs. contato com animais).
  • Sintomas podem aparecer meses ou décadas após exposição (parasitas, químicos).
  • Doenças não transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares) raramente são associadas a alimentos no momento do diagnóstico.
  • Muitos impactos permanecem “escondidos” dos sistemas de vigilância.

Contexto de Mudanças Globais

  • Mudanças climáticas projetadas para aumentar doenças de origem alimentar.
  • Resistência antimicrobiana dificulta tratamento de doenças.
  • Necessidade de dietas saudáveis: segurança dos alimentos também é requisito para que alimento se torne nutrição.
  • Disparidades crescentes dentro de países (urbano-rural, idade, demográficas).

 

Os 42 Perigos avaliados

Em relação às estimativas de 2010, o escopo foi ampliado de 31 para 42 perigos, distribuídos em três grandes categorias: doenças diarreicas, doenças invasivas (não diarreicas) e perigos químicos. Três toxinas bacterianas com carga mínima foram retiradas, e novos agentes foram adicionados com base em revisão sistemática de critérios de seleção.

A seleção de perigos teve como objetivo especial ampliar a cobertura de riscos químicos e parasitários, seguindo as críticas às estimativas de 2010. Alguns perigos adicionados, como arsênio inorgânico, chumbo, rotavírus e T. cruzi, contribuem de forma relevante para a carga total.

A Carga Global em 2021: Panorama Geral

Em 2021, os 42 perigos causaram, ao todo, 2,56 bilhões de doenças globais, das quais 866 milhões foram atribuídas à transmissão alimentar. Os agentes diarreicos responderam por cerca de 666 milhões de doenças alimentares, enquanto os parasitários e entéricos invasivos causaram aproximadamente 194 milhões de casos. Os perigos químicos, apesar de representarem apenas 0,7% das doenças, foram responsáveis por 73% de todas as mortes ligadas a alimentos contaminados.

 

Destaque: Perigos Químicos e a Inversão entre Adoecimento e Morte

Embora os perigos químicos sejam responsáveis por menos de 1% dos casos, eles causam 73% das mortes por doenças alimentares. O arsênio inorgânico é responsável por 42% e o chumbo por 31% de todas as mortes atribuídas a alimentos contaminados, principalmente por doenças cardiovasculares, como a doença isquêmica do coração e AVC.

 

Tabela Completa: Carga Global por Perigo (2021)

A tabela abaixo reproduz os dados centrais do artigo original publicado no Lancet Global Health.

Fonte: Lake RJ & Devleesschauwer B et al., Lancet Global Health, junho de 2026 (Tabela 1). YLDs = anos vividos com incapacidade; YLLs = anos de vida perdidos; DALYs = anos de vida ajustados por incapacidade. Valores arredondados para três algarismos significativos. Intervalos de incerteza de 95% disponíveis na publicação original.

 

 

Ranking Global por DALYs: os maiores fardos

Quando os 42 perigos são classificados pela carga em DALYs globais para 2021, o arsênio inorgânico e o chumbo se destacam de forma expressiva sobre todos os demais. A maior parte do ônus do arsênio resulta de doença isquêmica do coração, com impacto concentrado na Índia e na China. O perigo microbiano com maior carga foi a Salmonella enterica não tifoide, considerando tanto doenças diarreicas quanto doenças invasivas.

Distribuição regional: onde a carga é maior?

As maiores taxas de doenças alimentares por 100 mil habitantes foram estimadas nas sub-regiões C e D da Região Africana e na sub-região CD da Região do Sudeste Asiático. As menores taxas foram observadas nos países do grupo A de todas as regiões (em geral, países de alta renda). As maiores taxas de carga populacional individual se concentram em países da África Subsaariana e no Chifre da África.

No que diz respeito aos DALYs por 100 mil habitantes, as sub-regiões C e D da Região Africana têm a doença diarreica como principal contribuinte; já na sub-região CD do Sudeste Asiático, os perigos químicos, especialmente arsênio e chumbo, dominam o quadro.

Impacto Econômico por Grupo de Renda

Em 2021, a perda de produtividade foi de US$ 310 bilhões em termos nominais para todos os países. Países de alta renda responderam por cerca de US$ 108 bilhões; países de baixa e média renda, por US$ 202 bilhões. Proporcionalmente ao PIB, a perda foi de 0,52% globalmente e de 1,16% nos países de baixa renda, mais que o dobro da média global.

 

Crianças menores de 5 anos: grupo de maior risco

A incidência de doenças de origem alimentar em crianças menores de 5 anos é 2,7 vezes maior do que na população com 5 anos ou mais. A taxa de DALYs nessa faixa é 4,3 vezes superior. As principais causas de carga em menores de 5 anos são o metilmercúrio, a Salmonella não tifoide e o rotavírus. Em indivíduos de 5 anos ou mais, os maiores fardos resultam do arsênio inorgânico, do chumbo e da Salmonella não tifoide.

Atribuição a fontes alimentares: de onde vêm as infecções?

Um estudo complementar, encomendado pela OMS, estimou as proporções de doença atribuíveis à transmissão alimentar, a outras vias e a categorias específicas de alimentos para 29 perigos (14 diarreicos, sete entéricos invasivos, sete parasitários e um químico). Esses perigos foram selecionados dentre os 42 perigos incluídos nas estimativas mais amplas da carga global de doenças transmitidas por alimentos, excluindo aqueles que já eram considerados 100% transmitidos por alimentos e atribuíveis a uma única categoria alimentar, a ideia é identificar quando estes perigos que podem ser transmitidos por outras vias, foram de fato, transmitidos por alimentos. O trabalho, publicado em paralelo no Research Square, baseou-se em julgamento estruturado de especialistas (SEJ) com 146 experts fornecendo 1.436 avaliações cobrindo todos os 194 estados-membros da OMS.

 

Principais descobertas sobre atribuição por fonte

No geral, 13 dos 29 perigos avaliados tiveram mais de 50% da carga atribuída à transmissão alimentar.

De acordo com o artigo publicado na Food Safety Magazine, este é o resumo dos achados:

  • Entre os patógenos entéricos, Campylobacter (45–71%) e Salmonella não tifoide (59–74%) foram predominantemente transmitidos por alimentos em quase todas as sub-regiões, enquanto as proporções de E. coli diarreogênica (29–80%) e E. coli produtora de toxina Shiga (STEC) (32–73%) que foram transmitidas por alimentos variaram conforme a região.
  • Cyclospora foi o único protozoário entérico transmitido principalmente por meio de alimentos (74–95%).
  • A transmissão por alimentos representou uma proporção menor de rotavírus (1–17%), norovírus (19–45%) e vírus da hepatite A (28–53%) em comparação com o contato de pessoa para pessoa.
  • O parasita Toxoplasma gondii foi amplamente atribuído à transmissão por alimentos na maioria das sub-regiões, mas nas regiões africanas e do Mediterrâneo Oriental, a transmissão pelo solo também desempenhou um papel importante (34–38%).
  • A exposição ao chumbo ocorreu principalmente por meio de alimentos na região do Sudeste Asiático (46–59%), enquanto a atribuição aos alimentos nas demais regiões foi menor (7–30%).

 

Atribuição por alimento

De acordo com o artigo publicado na Food Safety Magazine sobre o trabalho publicado no Research Square:

  • A carne de frango é a principal fonte de Campylobacter(36–74%), seguida pela carne bovina (9–12%) e laticínios (5–28%).
  • As principais fontes de Salmonellaincluem frango (22–43%), suíno (8–37%) e ovos (15–29%).
  • A carne bovina é a principal fonte de STEC (15–55%).
  • Os laticínios contribuem substancialmente para Listeria monocytogenes(22–57%) e Brucella (35–94%).
  • Vegetais, frutas, nozes e hortaliças frescas foram apontados como as únicas fontes alimentares de CyclosporaGiardiaCryptosporidiumAscarisEchinococcus granulosusFasciola.
  • Um achado inédito do estudo foi a primeira estimativa de atribuição de fontes para o Trypanosoma cruzi(Doença de Chagas): a transmissão alimentar por consumo de vegetais e frutas mostrou-se um contribuinte relevante na Região das Américas.

 

Tendência Temporal 2000–2021: Há progresso?

As linhas de tendência para os YLLs, YLDs e DALYs totais de todos os perigos, de 2000 a 2021, mostram uma redução da carga ao longo do período. O declínio é mais evidente na Região Africana. Os YLLs caíram a uma taxa maior do que os YLDs na África, sugerindo que mais vidas estão sendo salvas, mas o sofrimento com incapacidade persiste.

“Observamos um declínio na carga global total de doenças alimentares no período 2000–2021. Apesar disso, a carga total em 2021 ainda é significativa e pode ser evitada por meio de melhorias sistêmicas na segurança dos alimentos ao longo de toda a cadeia produtiva.”— Lake RJ, Devleesschauwer B et al., Lancet Global Health, 2026

Entre as razões prováveis para o declínio: melhorias nos sistemas de segurança dos alimentos, progressos em água, saneamento e higiene, maior acesso e qualidade dos cuidados médicos, e melhores diagnósticos e disponibilidade de dados. Vale ressaltar, porém, que nem todos os perigos apresentaram tendências significativas ao longo do período, e os dados de vários são incompletos.

Fonte: WHO

 

Comparação com Outras Grandes Doenças

A carga de doenças de origem alimentar em 2021 é comparável em magnitude às estimativas da OMS para outros grandes problemas de saúde pública globais:

Essa comparação reforça a importância da segurança dos alimentos como questão de saúde pública e econômica de primeira grandeza. Conforme destacado pelos autores, é imperativo que os países implementem estratégias para melhorar a segurança dos alimentos e reduzir essa substancial carga de doenças.

 

Limitações do Estudo

Os autores reconhecem limitações importantes. Apesar dos progressos na disponibilidade de dados, há lacunas consideráveis em incidência de doenças e mortalidade em todo o mundo, além de incertezas na atribuição a modos específicos de transmissão. O ajuste dos dados de vigilância para subnotificação baseia-se frequentemente em dados limitados. Muitos perigos potencialmente alimentares não foram incluídos, como astrovírus e Toxocara canis, o que significa que os valores apresentados subestimam a carga real. As estimativas econômicas incluem apenas perda de produtividade, uma subestimação substancial do impacto econômico total.

Adicionalmente, a pandemia de COVID-19 causou mudanças na incidência reportada de várias doenças potencialmente alimentares em 2020–2021, que não foram completamente documentadas e não foram incorporadas explicitamente na modelagem. Os efeitos da resistência antimicrobiana sobre a carga também não foram abordados.

Atenção: Não Comparar Diretamente com Estimativas de 2010

Os autores não recomendam a comparação direta entre as estimativas de 2021 e as de 2010, publicadas em 2015, devido a diferenças em populações globais, abordagens de modelagem e parâmetros de entrada. O aumento da mortalidade em relação a 2010 (420 mil mortes) se deve principalmente à inclusão de doenças cardiovasculares como desfecho da exposição a arsênio inorgânico e chumbo.

 

Resumo das Limitações e Próximos Passos apresentados no webinar coordenado pela WHO no dia 02.06.2026

  • Estimativas cobrem 42 perigos, mas existem mais de 200 perigos conhecidos.
  • Alguns químicos importantes não puderam ser incluídos (PFAS, micotoxinas) por falta de dados suficientes.
  • Estimativas atuais não são diretamente comparáveis com estimativas de 2015 devido a novos métodos e mais dados.
  • Estas são estimativas complementares à vigilância nacional, não substitutas.
  • Existem casos que não procuram atendimento médico e não chegam aos sistemas de vigilância.
  • Análise econômica mais extensa está em andamento.
  • Buscar dados subnacionais para entender disparidades dentro de países.

 

Implicações para Políticas e Saúde Pública

Embora a carga estimada do arsênio inorgânico e do chumbo seja substancialmente maior do que a de outros perigos, isso não deve desviar esforços para enfrentar os perigos microbianos. Os autores alertam que a exposição alimentar a esses metais contribui apenas com uma pequena proporção da carga global total de doenças cardiovasculares e a comunicação deve ser feita com cautela.

Para os perigos microbianos e parasitários, há ferramentas disponíveis e comprovadas: cocção adequada, pasteurização, práticas específicas de preparo de alimentos, inspeção de carnes, vacinação de animais e seres humanos, melhores práticas de irrigação. Para os perigos químicos, a contaminação frequentemente ocorre antes da cadeia produtiva, por padrões ambientais como a natureza geológica do solo, atividades antropogênicas (mineração), condições de armazenamento e a eliminação após a contaminação é improvável. A prevenção deve ser feita na fonte.

“Fornecer estimativas de doenças de origem alimentar em nível global, regional e nacional pode informar as prioridades dos países e ajudá-los a adaptar ações e alocar recursos para melhorar a segurança dos alimentos e monitorar o impacto das intervenções.”— WHO Foodborne Disease Burden Epidemiology Reference Group (FERG), 2026

 

A Estratégia Global da OMS para Segurança dos alimentos 2022–2030 apresenta prioridades estratégicas para melhoria, especialmente o fortalecimento dos sistemas nacionais de controle de alimentos. Os dados nacionais completos estão disponíveis no Observatório Global de Saúde da OMS, com tendências temporais por perigo acessíveis via painel interativo.

 

Referências e Recursos

  1. Artigo principal — Lancet Global Health (2026)
    Lake RJ, Devleesschauwer B, Majowicz SE et al. “WHO estimates of the global, regional, and national burden of 42 foodborne infectious and chemical hazards, 2000–21: an updated data synthesis.” Lancet Global Health, publicado online em 3 de junho de 2026.
    https://www.thelancet.com/journals/langlo/article/PIIS2214-109X(26)00156-7/fulltext
  2. Framework computacional da OMS (preprint)
    Devleesschauwer B, Vaes L, Fernandez K et al. “Computational framework for the World Health Organization estimates of the global, regional, and national burden of foodborne diseases 2026 edition.” medRxiv, publicado online em 17 de maio de 2026.
    https://www.medrxiv.org/content/10.64898/2026.05.13.26353030v1.full-text
  3. Estudo de atribuição a fontes alimentares (preprint)
    Pires SM, Mughini-Gras L, Hoffmann S et al. “World Health Organization attribution of burden of foodborne diseases to transmission pathways and specific foods.” Research Square, publicado online em 22 de abril de 2026.
    https://www.researchsquare.com/article/rs-9449162/v1
  4. Food Safety Magazine — Atribuição de perigos
    “WHO Releases Data on the Proportion of Microbiological, Chemical Hazards that are Foodborne.” Food Safety Magazine Editorial Team, 2 de junho de 2026.
    https://www.food-safety.com/articles/11480-who-releases-data-on-the-proportion-of-microbiological-chemical-hazards-that-are-foodborne
  5. Resumo de dados da OMS — Global Health Observatory
    World Health Organization. “Foodborne Diseases Estimates.” Global Health Observatory, 2026.
    https://www.who.int/data/gho/data/themes/topics/foodborne-diseases-estimates
  6. Infográfico interativo da OMS (2000–2021)
    World Health Organization. “WHO Foodborne Disease Estimates 2000–2021.” WHO Multimedia, 2026.
    https://www.who.int/multi-media/details/who-foodborne-disease-estimates-2000-2021
  7. Painel interativo de dados por país e perigo
    World Health Organization. “WHO Foodborne Disease Estimates 2026 Edition — Interactive Dashboard.”
    https://www.who.int/teams/nutrition-and-food-safety/monitoring-nutritional-status-and-food-safety-and-events/foodborne-disease-estimates/2026-edition
  8. Estimativas originais da OMS (2010)
    Havelaar AH, Kirk MD, Torgerson PR et al. “World Health Organization global estimates and regional comparisons of the burden of foodborne disease in 2010.” PLoS Medicine, 2015; 12: e1001923.
  9. Estratégia Global da OMS para Segurança Alimentar 2022–2030
    https://iris.who.int/handle/10665/363475

 

Este artigo foi elaborado com base nas publicações científicas listadas acima. Os dados apresentados refletem os valores médios globais publicados; os intervalos de incerteza de 95% estão disponíveis nas publicações originais. DALYs = anos de vida ajustados por incapacidade (disability-adjusted life-years); YLDs = anos vividos com incapacidade; YLLs = anos de vida perdidos por morte prematura. Os dados completos estão acessíveis via Global Health Observatory da OMS.

Fonte da Imagem: IA

Keli Lima
Keli Lima

CEO da BR Quality e Estilo Food Safety, especialista em Qualidade e Segurança dos Alimentos. Atua como consultora, mentora e auditora líder em normas de Food Safety e ESG.

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