SOBREMESAS PROTEICAS SÃO RECOLHIDAS EM DIFERENTES PAÍSES POR POSSÍVEIS FRAGMENTOS DE VIDRO
Sobremesas proteicas da marca Arla estão sendo recolhidas em pelo menos três países por causa da possível presença de fragmentos de vidro. Os alertas foram publicados entre 23 e 24 de outubro de 2026 pelas autoridades sanitárias do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia. Os comunicados indicam que o problema não ficou restrito a um único mercado. Por isso, o caso chama a atenção de consumidores e de profissionais da indústria de alimentos.
Recolhimento no Reino Unido
Em 23 de outubro, a Food Standards Agency (FSA) divulgou o recolhimento de diversos produtos Arla Protein Pudding pela Arla Foods Ltd. Segundo o alerta, os produtos podem conter vidro, o que os torna impróprios para consumo.
Os produtos afetados, todos em embalagens de 200 g, são:
- Chocolate: validade em 11, 18 e 20 de janeiro e 6 de fevereiro de 2027;
- Salted Caramel (caramelo salgado): validade em 21, 23 e 31 de janeiro e 2 de fevereiro de 2027;
- Vanilla Cookie (biscoito de baunilha): validade em 25 de janeiro de 2027.
A empresa informou que exibirá avisos nos pontos de venda de todas as lojas que comercializam os produtos. Esses avisos explicam ao consumidor por que o item está sendo recolhido e o que fazer em caso de compra. A orientação é clara: quem adquiriu os produtos não deve consumi-los e deve devolvê-los ao local da compra para receber reembolso integral.
Recolhimento na Austrália
Em 24 de outubro, a Food Standards Australia New Zealand (FSANZ) publicou o recolhimento conduzido pela Arla Foods Mayer Australia. O motivo registrado é a presença de matéria estranha, no caso vidro. O órgão destaca que produtos com fragmentos de vidro podem causar doença ou lesão se forem ingeridos.
Dois produtos de 200 g foram incluídos no recolhimento australiano:
- Arla Protein Salted Caramel Flavour Pudding, com validade em 28/04/2027, vendido na rede Costco em Nova Gales do Sul;
- Arla Protein Chocolate Flavour Pudding, com validade em 09/05/2027, vendido na rede Coles em Nova Gales do Sul e em Queensland. Esse produto também foi vendido em varejistas independentes, como IGA e Supabarn, em Nova Gales do Sul e no Território da Capital Australiana.
Assim como no Reino Unido, os consumidores devem evitar o consumo e devolver os produtos ao local da compra para reembolso total. Além disso, a FSANZ recomenda que pessoas preocupadas com a própria saúde procurem orientação médica.
Recolhimento na Nova Zelândia
Ainda em 24 de outubro, a New Zealand Food Safety anunciou que apoia o recolhimento do Arla Protein Pudding Vanilla Cookie (200 g), conduzido pela Hutchinsons Ltd. O lote afetado tem validade em 26 de abril de 2027.
O produto era vendido nas lojas Woolworths, Fresh Choice e Foodstuffs em todo o país. Segundo o comunicado, ele já foi retirado das prateleiras e não foi exportado. Até o momento, não há notificações de lesões associadas ao consumo.
O vice-diretor-geral da New Zealand Food Safety, Vincent Arbuckle, explicou que a preocupação é a presença de pequenos fragmentos de vidro, capazes de causar ferimentos. Ele orientou que o consumidor não coma o produto e o devolva para reembolso. Caso isso não seja possível, o produto deve ser descartado. A agência também incentiva a população a assinar os alertas de recolhimento para acompanhar casos como esse.
Produto importado e outros recolhimentos
As autoridades neozelandesas informaram que o produto foi importado da Dinamarca. Segundo Arbuckle, há outros recolhimentos em andamento em diferentes países. Os comunicados analisados não detalham a origem do problema nem a quantidade de unidades envolvidas.
Portanto, as informações disponíveis até agora se limitam aos produtos, às datas de validade e às orientações aos consumidores. Novos esclarecimentos podem ser divulgados pelas empresas e pelos órgãos reguladores nos próximos dias.
O vidro como perigo físico em alimentos
Embora os alertas não expliquem a causa, o caso lembra um tema conhecido na gestão da segurança de alimentos. O vidro é classificado como perigo físico, ou seja, um corpo estranho que pode causar lesões na boca, na garganta e no trato digestivo.
Esse tipo de perigo costuma ser tratado no plano de APPCC (HACCP) e nos programas de pré-requisitos. As medidas mais comuns incluem:
- controle de fornecedores e de embalagens recebidas;
- políticas de vidro e plástico rígido nas áreas de produção;
- inspeção e manutenção de equipamentos e de iluminação;
- uso de tecnologias de detecção, como raios X, quando aplicável ao processo.
Mesmo com esses controles, falhas podem ocorrer. Por isso, a capacidade de reagir rapidamente também faz parte da segurança do alimento.
Rastreabilidade e prontidão para recolhimentos
A abrangência do caso mostra a importância de sistemas eficientes de rastreabilidade. Quando uma empresa identifica lotes específicos e consegue informar as datas de validade afetadas, o consumidor sabe exatamente o que verificar em casa. Dessa forma, o recolhimento se torna mais rápido e mais preciso.
Nos três países, as comunicações seguiram um padrão. Elas informaram o produto, o tamanho da embalagem, as datas de validade, os locais de venda e a forma de devolução. Esses elementos são essenciais para reduzir o risco ao consumidor e proteger a reputação da marca.
O que fazer ao encontrar um produto recolhido
A orientação das autoridades é a mesma em todos os casos:
- Verificar se o produto e a data de validade correspondem aos informados no alerta.
- Não consumir o produto.
- Devolvê-lo ao local da compra para reembolso.
- Procurar atendimento médico se houver preocupação com a saúde.
Fontes: Food Standards Agency (Reino Unido), Food Standards Australia New Zealand (FSANZ) e New Zealand Food Safety (MPI).

