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Livre de agrotóxicos: frutas, legumes e verduras

Aprenda como manter frutas, legumes, hortaliças e verduras sempre limpas, adequadas para o consumo e livre de agrotóxicos

Fonte: Alimentos sem mitos e Embrapa

Uma alimentação saudável deve conter muitas frutas, legumes e verduras. Contudo, além dos nutrientes, esses alimentos possuem muitos agrotóxicos. Os pesticidas são nocivos ao organismo, por isso é importante diminuir a incidência deles na alimentação. Por isso é preciso higienizar frutas, legumes e verduras da maneira correta.

O Brasil é o líder mundial no consumo total de agrotóxicos, apesar disso, raramente sabemos o que fazer para higienizar os alimentos que consumimos crus, na tentativa de retirar resíduos de agrotóxicos. 

Como higienizar esses alimentos:

Mas a chance de contaminação do interior dos alimentos pelos agrotóxicos é praticamente eliminada ao se retirar as cascas, ou quando eles são cozidos. Algumas medidas que se adotam para higienização dos alimentos com o objetivo de combater a contaminação por micro-organismos também são úteis para a limpeza dos agrotóxicos ou agroquímicos, como são chamados pela indústria. Lavar bem as frutas, legumes e verduras em água corrente, com esponjas macias e detergente neutro, já promove a limpeza dos resíduos químicos, procedimentos também recomendados para os alimentos orgânicos.

Deixar os alimentos de molho em água é outra boa prática na cozinha, mas adicionar hipoclorito de sódio, água sanitária sem alvejante ou vinagre não faz muita diferença do ponto de vista da limpeza de resíduos químicos. Lembrando que a adição de hipoclorito é sempre recomendável para evitar a contaminação microbiológica. Utilizar água quente para o molho ou a lavagem também não faz diferença no que diz respeito aos agrotóxicos, e pode ainda estragar o alimento.

Uma recente pesquisa da Universidade de Massachusetts (EUA), publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, comprovou também o potencial do bicarbonato de sódio como aliado dos consumidores na lavagem dos alimentos. No estudo, cientistas compararam o uso de água de torneira com o de uma solução aquosa que contém bicarbonato na lavagem de maçãs. Com 10 miligramas de bicarbonato dissolvido por mililitro de água, conseguiram remover resíduos de dois tipos de agrotóxicos da superfície da fruta: o tiabendazol e o phosmet, aos quais as maçãs ficaram expostas previamente durante 24 horas. Contudo, não houve a mesma ação para a limpeza total da fruta, já que ela ainda continha pesticidas internamente depois do procedimento de lavagem, segundo a pesquisa. Além disso, o estudo só trabalhou com maçãs, não sendo automática a transferência desse resultado para outros tipos de frutas ou alimentos, e não avaliou outros tipos de agrotóxicos.

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Agrotóxicos no Brasil

Anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. O consumo anual de agrotóxicos no Brasil tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos comerciais. Expresso em quantidade de ingrediente-ativo (i.a.), são consumidas anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos quarenta anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período. O consumo desses produtos difere nas várias regiões do país, nas quais se misturam atividades agrícolas intensivas e tradicionais, e nestas últimas não incorporaram o uso intensivo de produtos químicos. Os agrotóxicos têm sido mais usados nas regiões Sudeste (cerca de 38%), Sul (31%) e Centro-Oeste (23%). Na região Norte o consumo de agrotóxicos é, comparativamente, muito pequeno (pouco mais de 1%), enquanto na região Nordeste (aproximadamente 6%) uma grande quantidade concentra-se, principalmente, nas áreas de agricultura irrigada. O consumo de agrotóxicos na região Centro-Oeste aumentou nas décadas de 70 e 80 devido à ocupação dos Cerrados e continua crescendo pelo aumento da área plantada de soja e algodão naquela região. Os estados que mais se destacam quanto à utilização de agrotóxicos são São Paulo (25%), Paraná (16%), Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul (12%), Mato Grosso (9%), Goiás (8%) e Mato Grosso do Sul (5%). Com o atual crescimento das áreas com cultura de cana-de-açúcar, o consumo de agrotóxicos no Brasil vem se modificando rapidamente.

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